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A química da sustentabilidade do planeta

Por Eleni Lopes, para COALIZÃO VERDE  (1 Papo Reto, Cenário Agro e Neo Mondo)

A indústria química está em nosso dia a dia por meio de produtos de alta demanda e escala, como tintas, produtos farmacêuticos, plásticos, fertilizantes, têxteis e muitos outros. No entanto, o seu modelo de produção, salvo exceções, ainda se caracteriza por tecnologias e processos obsoletos, poluentes e intensivo uso de energia elétrica e recursos naturais. O risco ambiental é intrínseco às suas operações. Inúmeros são os acidentes ambientais envolvendo o setor em vários países, desde problemas relacionados ao processo produtivo, ao armazenamento, transporte e manipulação de matérias primas e produtos até a geração e disposição final de resíduos tóxicos. 

Diante deste complexo cenário de operações com elevado impacto ambiental e de crescente pressão por iniciativas efetivas de redução de impacto ambiental, o Conselho Internacional de Associações Químicas tornou pública sua Declaração sobre Políticas Climáticas, um documento que sela o compromisso do setor com o Acordo de Paris (acesse o documento na íntegra aqui.)

“Estamos comprometidos em utilizar as matérias-primas mais eficientes em termos de recursos, econômica e tecnicamente viáveis à medida que nossa indústria cresce para atender à crescente demanda por produtos, materiais e inovações”, atesta o documento.

Na declaração, o Conselho Internacional de Associações Químicas se compromete a apoiar diversas políticas climáticas, entre elas as medidas que:

• Alcancem reduções líquidas globais de gases de efeito estufa (GEE) e evitem a mudança de emissões entre regiões ou países – conhecido como vazamento de carbono

• Incluam sistemas transparentes de monitoramento, relatórios e verificação (MRV)

• Incentivem o uso de produtos e tecnologias com eficiência energética

• Incorporem estratégias de mitigação e adaptação

• Reconheçam o papel do carbono e das matérias-primas de base biológica na criação de produtos essenciais

• Incentivem a integração de políticas climáticas e energéticas

No Brasil, o setor químico é composto por cerca de 4 mil empresas de pequeno, médio e grande portes, que juntas tiveram o faturamento líquido de US$ 119,6 bilhões em 2017, de acordo com dados da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química).

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