Consumo por impulso. Nem sempre!

Em épocas de incertezas econômicas, especialmente quando a taxa de desemprego rompe a barreira dos 10%, os consumidores costumam ficar na defensiva. A compras, quando ocorrem, se limitam aos bens de primeiríssima necessidade. Contudo, é sabido que os brasileiros, em geral, adoram uma promoção. Duvida? Pois numa rápida pesquisa na internet é possível encontrar vídeos com cenas de homens e mulheres ensandecidos, abraçados a aparelhos de TV, geladeiras ou outros eletrodomésticos. O que move boa parte deste contingente é a possibilidade de obter um bom desconto e, assim, levar para casa aquele produto com o qual sonhou por meses a fio.

Este sentimento foi captado pela pesquisa destinada a medir a disposição dos brasileiros em relação à edição 2017 da Black Friday. O levantamento, realizado pelo Instituto QualiBest a pedido do PayPal, ouviu 1.413 pessoas maiores de 18 anos, entre os dias 6 e 11 de novembro. Dos questionários eletrônicos saíram as seguintes informações: 55% disseram que iriam aproveitar a data para adquirir produtos com descontos, 51% desejavam comprar itens que procuravam há tempo e 33% pretendiam antecipar as compras de Natal.

De modo geral, estes fatores têm se mostrado recorrentes em relação a uma data que nasceu nos Estados Unidos como uma espécie de aquecimento para as compras de Natal. E é esta lógica que está fazendo pegar a cultura do Black Friday por aqui, especialmente entre os trabalhadores que têm direito ao 13º salário, cuja primeira parcela é pago até 30 de novembro.

O interesse do PayPal em esmiuçar os hábitos dos consumidores brasileiros é movido pelo desejo de ampliar sua parcela no segmento de carteiras eletrônicas, no qual disputa com a PagSeguro, entre outros. Trata-se de um meio de pagamento que ainda está longe de alcançar todo seu potencial por aqui. Prova disso é que ele aparece na terceira colocação, citado por 40% dos pesquisados, atrás do cartão de crédito (71%) e do boleto (54%). Para Paula Paschoal, diretora-geral do PayPal Brasil, mais do que um problema, estes números devem ser encarados como uma oportunidade de crescimento.

No cargo desde junho, ela aproveitou o encontro com os jornalistas para citar os fatos marcantes do ano para a empresa. Aliás, um ano inesquecível em diversos aspectos. “Ultrapassamos a marca de três milhões de usuários ativos e fomos reconhecidos como a empresa de melhor reputação do País”, destacou. A subsidiária também fez bonito na área social. A meta era ampliar de R$ 1,3 milhão para R$ 2,5 milhões o montante de doações feitas pelos clientes da plataforma, em relação ao ano passado. “Atingimos esse número em novembro”, diz. Isso foi possível porque a empresa atuou como parceira das duas maiores inciativas no campo da filantropia, no Brasil: o Criança Esperança e o Teleton.

 

SAIBA MAIS:

 

Sobre carteiras digitais

 

Sobre a pesquisa do Instituto QualiBest

 

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