UE foca no desenvolvimento sustentável na América Latina

A União Europeia (UE), com o apoio da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e de seu centro de desenvolvimento, assim como da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), divulgou na quarta-feira (2) em Buenos Aires uma nova ferramenta que busca promover o desenvolvimento sustentável na região à medida que os países fazem a transição para níveis de renda mais elevados.

O instrumento regional, que prestará seu apoio no desenho e implementação de políticas públicas para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), foi apresentado por Stefano Manservisi, diretor-geral de Cooperação Internacional e Desenvolvimento da UE; Mario Pezzini,  diretor do Centro de Desenvolvimento da OCDE; e Mario Cimoli, secretário-adjunto interino da CEPAL.

O conceito de “desenvolvimento em transição” tem especial importância na América Latina e no Caribe, onde a maioria dos países estão alcançando maiores níveis de renda, mas continuam enfrentando desafios estruturais. Esses desafios estão relacionados, entre outras coisas, com as desigualdades, as diferenças regionais, a mobilização de recursos internos e a fragilidade dos marcos sociais, assim como com as escassas capacidades de inovação e baixos níveis de diversificação de suas economias.

Nesse processo de transição, enquanto os países se esforçam para fazer frente às vulnerabilidades internas, enfrentam um novo panorama repleto de riscos de alcance global, que tornam necessário dar respostas coordenadas de âmbito regional e internacional.

Por meio desse instrumento, a UE reforçará sua colaboração com países associados na América Latina e no Caribe, assim como com as organizações multilaterais, para adaptar e prestar um apoio adequado. O instrumento avaliará a forma com a qual as transições para maiores níveis de renda podem ser favorecidas por uma melhora nas capacidades estratégicas e normativas para cumprir a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

O instrumento colocará em prática iniciativas experimentais adaptadas para dar novas respostas às necessidades e desafios em constante mudança. A UE alocou ao instrumento um montante inicial de 9,5 milhões de euros.

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