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O ativismo social da Avon

Nos últimos 15 anos, a Avon investiu nada menos do que US$ 1 bilhão em ações de cunho social focadas especialmente na saúde e no empoderamento das mulheres, em todo o mundo. Apenas no Brasil, foram R$ 150 milhões, dos quais R$ 70 milhões foram gastos na compra de equipamentos de detecção (os mamógrafos) e na construção de unidades de atendimento fixas (centros de diagnósticos) e móveis (mamógrafos instalados dentro de veículos). O ativismo social da Avon sempre foi visto como um elemento importante na proposta de valor da marca. Afinal, tratam-se de ações que permitem o fortalecimento dos laços entre a empresa, o exército de 1,5 milhão de revendedoras e suas clientes.

Contudo, faltava medir de forma qualitativa e quantitativa todo o impacto gerado pela marca na vida das revendedoras em três dimensões: social, financeiro e de saúde. Foi neste contexto que surgiu a pesquisa Impulso Avon: Impacto Socioeconômico da Avon na Vida da Revendedora, realizado pela consultoria Plano CDE, em março do ano passado. “Trata-se da primeira vez que medimos o impacto a partir dos pilares autoestima e independência financeira”, conta Ana Costa, vice-presidente de relações governamentais da Avon.

Alguns achados

A atuação como revendedora deixou de ser uma atividade adotada no tempo livre, para se transformar em porta de entrada para o empreendedorismo:

39% das revendedoras começaram a exercer sua primeira atividade remunerada com a Avon

77% das revendedoras Avon são das classes C/D/E

Ao gerar a própria renda, as mulheres se tornam voz ativa dentro de casa. O que elas dizem sobre isso:

55,4%

“Depois que me tornei revendedora, eu decido como gastar meu dinheiro”

63%

“Raramente fico sem dinheiro antes de receber meu salário”

 

No eixo empoderamento financeiro, por exemplo, a empresa optou por uma cesta de benefícios, como forma de potencializar o rendimento de cada revendedora, valorizando a relação de longo prazo. Elas continuam autônomas, mas têm acesso a um verdadeiro plano de carreira na estrutura de vendas à qual estão subordinadas.

Tão importante quanto a questão financeira e o protagonismo foi lançar luzes sobre o impacto na saúde e no bem-estar psicológico. Para medir os índices nesse campo, optou-se pela realização de um levantamento paralelo com um grupo de controle, integrado por mulheres que estão fora deste contexto.

Neste contexto, chamam a atenção os seguintes dados:

39,5% das revendedoras possuem planos de saúde, ante 32,5% do outro grupo

Para 89,4% das parceiras da Avon a renda própria ajuda na decisão de sair de relacionamentos abusivos (contra 85,8%)

Apesar de a pesquisa ter sido elaborada há mais de um ano, a fabricante de cosméticos decidiu divulgar os dados somente depois de se debruçar sobre cada um de seus vieses. “Não queríamos apresentar os dados sem que tivéssemos formatado as ações que pudessem ampliar nosso impacto na sociedade”, destaca a executiva.

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Revendedoras são divulgadoras ativas de ações do Outubro Rosa

Além de balizar as ações de ativismo social, implementadas por meio do Instituto Avon, braço social da empresa e parceira neste trabalho, a pesquisa também servirá de base para guiar as melhorias destinadas às revendedoras. De acordo com Daniela Grelin, diretora-executiva do Instituto, as metas para até 2020 incluem os seguintes pontos: aumentar para 47% o número de revendedoras com planos de saúde, elevar para 65% as mulheres que frequentam ginecologistas e garantir que 71% das revendedoras realizem mamografias.

Tão importante quanto a valorização das parceiras de negócios dentro da estratégia de ativismo social da Avon é a promoção do bem-estar integral das mulheres. É neste contexto que estão sendo estruturados e lançados uma série de ações. A começar pela Juntas Transformamos, destinada a reconhecer e premiar 10 iniciativas e 10 ideias de negócios que receberão aporte financeiro (seed money), além de mentoria de especialistas contratados pela fabricante de produtos de higiene e beleza.

Outra iniciativa dentro da ótica de ativismo social da Avon é a contratação da Economist Intelligence Unit, consultoria ligada à prestigiosa revista britânica The Economist, com o objetivo de quantificar o custo direto do câncer de mama, no Brasil. Previsto para ser divulgada até o final de agosto, o estudo servirá de base para o trabalho de sensibilização do poder público acerca do impacto financeiro da doença no sistema de saúde e na economia, em geral. “Quando detectado no início, as chances de cura são muito grandes”, pontua a diretora-executiva do Instituto Avon.

 

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