fast fashion

É possível “limpar” a indústria fashion?

A indústria da moda é tida como uma das principais vilãs da poluição, incluindo a emissão de gases que causam o efeito-estufa, prejudicando a camada de ozônio que envolve e protege a terra. Neste quesito, segundo os especialistas, só perderia para o segmento de petróleo e gás, o que soa como um certo exagero. Ao mesmo tempo em que as roupas vêm se tornando cada vez mais acessíveis, o custo ambiental do setor vem crescendo em função da superexploração de recursos naturais e do descarte nem sempre correto dos resíduos pós-produção e das roupas usadas, em geral.

Um dos grandes culpados pelo desperdício é a cultura do fast fashion, processo que consiste na troca constante das coleções nas vitrines, tornando “obsoleto” e “antiquado” o que, no mês anterior, era “moderno” e “atual”. O resultado disso é que menos de 1% da produção do setor é reciclada, resultando num quadro assustador: a cada segundo, o equivalente a uma carga de roupas suficiente para encher um caminhão é queimada ou jogada num aterro sanitário!

Mas nem só de péssimas notícias vive o setor. Pelo menos é o que mostra o mais recente relatório da Fundação Ellen MacArthur, batizado de “A Nova Economia do Setor Têxtil: Redesenhando o Futuro da Moda”. A partir de uma análise da economia circular, os pesquisadores projetam um futuro no qual o segmento da moda deixa de ser um vilão.

Para isso, será primordial a participação dos consumidores. A começar por atitudes simples como a preferência por roupas de fibra natural (algodão, seda e juta, por exemplo) em vez dos tecidos sintéticos que não se decompõem na natureza. Pelo lado das empresas, o relatório defende a mudança na lógica empresarial. No lugar das peças descartáveis, vendidas por um pequeno valor, roupas mais duráveis.

Para fazer girar esta roda, o relatório também cobra maior protagonismo dos centros de pesquisas tecnológicas, especialmente àqueles ligados ao desenvolvimento de técnicas de reciclagem. Por fim, prega o abandono das fibras sintéticas, derivadas de petróleo, como o náilon e o poliéster.

Leia a íntegra do estudo, aqui

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