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Mudança de hábito para viver melhor

Conhecida por suas belezas naturais, pelo conjunto arquitetônico de inspiração barroca e a amabilidade de seus habitantes, Salvador também enfrenta enormes desafios. Tanto de ordem econômica e social, quanto na questão estrutural, especialmente nos quesitos habitação e mobilidade. Afinal, assim como as demais capitais, a ocupação da península se deu de maneira nem sempre organizada e estruturada. Por conta disso, eventos climáticos intensos, como chuvas em grande volume, quase sempre deixam um rastro de desalento, destruição e prejuízos.

Na impossibilidade de resolver todo o passivo dos últimos 500 anos, resta aos gestores e a população dois caminhos: criar regras capazes de ordenar o espaço urbano com vistas ao crescimento sustentável da cidade e traçar um projeto capaz de mitigar os efeitos gerados pelos erros do passado. E foi exatamente o conjunto de medidas nesta direção que Adriana Campelo, diretora de Resiliência da Prefeitura de Salvador, apresentou recentemente, em São Paulo, em sua palestra Desafios Atuais e o Desenvolvimento de Cidades Inteligentes, no Connected Smart Cities 2018.

“Para dar conta destas demandas é preciso olhar a cidade como um todo e atuar de forma harmoniosa, integrando o poder público, os empresários e a população em geral”, diz. Segundo ela, é com isso em mente que está sendo elaborado o Plano de Mudanças Climáticas, que será apresentado em 2019. Nele, estarão delineados todos os compromissos e indicadores que servirão de base para as atividades econômicas e sociais na cidade.

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Adriana comanda projeto de Resiliência de Salvador

A ideia é mostrar que ações integradas, tendo como fio condutor a sustentabilidade, têm capacidade de gerar resultados positivos em diversas áreas, ao mesmo tempo. “A criação de parques e a implantação de ciclovias, por exemplo, causam reflexos na mobilidade, na saúde das pessoas e na fluidez do tráfego, melhorando a eficiência da cidade e propiciando um ambiente melhor para os negócios”, destaca.

A função de Adriana, graduada em direito e com especialização em marketing e negócios, é fazer a costura entre as diversas secretarias e dialogar com a sociedade. Experiência não lhe falta. Desde sua primeira passagem pelo governo da Bahia, em 1992, ele já ocupou diversos postos-chave na administração pública. “A sustentabilidade de uma sociedade passa pela mudança de hábitos”, destaca. “Por isso, tão importantes quanto as ações estruturais são os atos cotidianos dos cidadãos”.

Para operar na mudança de postura, ela aposta na participação dos agentes da sociedade organizada e em ações tópicas, como workshops, palestras e mobilizações, especialmente no ambiente escolar. A lista inclui temas como meio ambiente, a partir de ações de caráter lúdico, como a implantação de hortas comunitárias, e também de ações de micro acessibilidade, de vital importância devido à topografia de Salvador. “Teremos novidades neste quesito a partir de novembro”, adianta.

No Brasil, apenas Rio de Janeiro Porto Alegre e a capital da Bahia fazem parte do programa 100RC, da Fundação Rockfeller. Além do prestígio internacional, os integrantes deste seleto grupo têm mais facilidade para acessar empréstimos junto aos organismos internacionais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

 

SAIBA MAIS

Sobre o programa 100 Cidades Resilientes, no Brasil

 

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