Temperos, cascas, sobras e muita sustentabilidade

O espaço é pequeno, cerca de 20 m², contudo, suficiente para conferir um frescor à árida paisagem que se divisa por entre as frestas de alguns prédios da região central de São Paulo. Ali, num terraço na área lateral do sexto andar do Novotel Jaraguá, o chef Paulo faz a festa. Aliás, os hóspedes também, pois contam com providenciais folhas de boldo para fazer um chazinho, caso desejem. A pequena horta começou a ser cultivada em agosto de 2016. O investimento financeiro foi bastante modesto para o porte da empresa controlada pelo Grupo AccorHotels: R$ 500. Contudo, seu simbolismo é gigantesco.

“Já conseguimos dar conta de 15% das necessidades do hotel em temperos e hortaliças”, conta o entusiasmado Ewerton Camarano, gerente-geral da unidade que possui 415 apartamentos espalhados por 24 andares. A horta é, digamos, a parte mais visível de um esforço ecológico global da cadeia hoteleira de origem francesa, batizado de Plant for Planet.

As ações na América do Sul, em geral, e no Brasil, em particular, são bastante parrudas. Incluem, por exemplo, a revitalização de um importante ecossistema na serra da Canastra, berço do rio São Francisco (mais detalhes no link abaixo). “No total, já reflorestamos 313 hectares e recuperamos 200 nascentes, na região”, destaca Antonietta Varlese, vice-presidente de comunicação e de responsabilidade social da AccorHotels para América do Sul.

Antonietta e Ewerton, executivos da rede AccorHotels

Mas, voltemos à Terra da Garoa. Na segunda-feira chuvosa na qual se comemorou o Dia Mundial do Meio Ambiente (5/6), a direção do Novotel reuniu um grupo de jornalistas para apresentar bem mais do que a simpática hortinha montada dentro de caixotes. No total, são 100 unidades na América do Sul que cultivam temperos e verduras.

A unidade foi a primeira do Brasil a ter um plantio de forma estruturada no âmbito do projeto Do Prato ao Prato, cujo objetivo é reduzir a geração de resíduos sólidos dentro da cadeia hoteleira. No Novotel, 30% dos resíduos orgânicos são reinseridos no processo por meio de receitas como o menu servido aos jornalistas, ou mesmo como adubo natural para a horta. “O que sobra nós doamos para pequenos agricultores que produzem de forma orgânica”, explica Camarano.

Para chegar nestes números, a direção do Novotel conta com a assistência técnica do Instituto Guandu e também com o esforço dos funcionários. Os cuidados com a pequena horta são feitos em forma de rodízio. A cada semana um departamento faz a colheita e a manutenção do espaço. Além disso, para incorporar aquele espaço à rotina do hotel, já que a área é vedada aos hóspedes, às sextas-feiras cada um dos departamentos fazem uma reunião de trabalho no local. A iniciativa foi batizada de Pé na Horta.

 

SAIBA MAIS:

Sobre o projeto Plant for the Planet

 

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