Conheça o CLIP, dispositivo que eletrifica as bikes convencionais

Criadores do Clip, Somnath Ray e seu spocio

Um dos efeitos da pandemia de COVID-19 foi ampliar o uso de transportes individuais. Afinal, uma das grandes armas para reduzir a disseminação do vírus é evitando as aglomerações em restaurantes, shopping, centros de lazer e nos transportes públicos.

Foi neste contexto que o uso de bicicletas ganhou um novo impulso em diversas metrópoles pelo mundo afora. Porém, quem mora longe do trabalho ou precisa trafegar por regiões com muitas ladeiras sabe o quanto pode ser penoso pedalar. Foi de olho neste contingente que o design Somnath Ray criou o CLIP. Trata-se de um dispositivo que “eletrifica” as bicicletas convencionais, fazendo com que o esforço seja menor, aumentando o prazer em pilotar uma magrela.

A engenhoca, lançada nos Estados Unidos em setembro de 2020, é portátil e cada carga de 15 minutos, obtida conectando o CLIP à saída USB do notebook, por exemplo, garante uma hora de bateria para o motor de 450W. Pelas contas do designer nascido na Índia e radicado no bairro do Brooklyn, em Nova York, é possível encurtar em até 35 minutos o tempo gasto para percorrer um trajeto, reduzindo em até 50% o esforço físico. 
 
A essa altura, a pergunta que deve estar rondando a sua cabeça, nobre leitor, é seguinte: por que, então, não comprar uma bicicleta elétrica? Bem, o CLIP foi desenvolvido a partir de uma lógica própria da economia compartilhada. A aposta é que em vez de desembolsar mais de US$ 1 mil (equivalente a R$ 5.266,00) na aquisição de uma bike elétrica, os consumidores deverão abrir mão da posse e investir US$ 399 (R$ 2.101,00) para eletrificar uma bicicleta convencional, dessas ofertadas nos aplicativos de aluguel. Com isso, eles escapam dos custos associados (seguro e manutenção, por exemplo), além de não se preocuparem com a ação de ladrões.
 

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Sistema

Semelhante a um clip usado para prender papel, o dispositivo é portátil (cabe numa mochila) e ao ser “encaixado” na roda dianteira, seu motor começa a “acelerar” a bike (veja no vídeo aqui). A velocidade máxima é estimada em 24 Km/h. A término da jornada, basta desconectar o CLIP e guardar na mochila, sem a necessidade de usar quaisquer ferramentas.

A invenção colocou o inventor entre os mais badalados inovadores da mobilidade urbana, em 2020. Também rendeu prêmios de design (como o Fast Company Innovation by Design Awards), além de vitórias em processos de aceleração de startups para a CLIP.bike, que Somnath toca em parceria com o amigo Clement de Alcala, que ele conheceu no prestigioso Instituto de Tecnologia de Massachusetts. 

CLIP é vendido por US$ 399A dupla tem planos ambiciosos e globais. Hoje, a empresa já conta com encomendas feitas por moradores dos Estados Unidos, de diversos países da Europa e até da Argentina. E o Brasil? Bem, falando a 1 Papo Reto, por aplicativo de mensagens do LinkedIn, ele disse que o país também está na rota da empresa: "Nós, definitivamente iremos para o Brasil. Mas não neste ano."

Pelas contas da dupla, a frota de bicicletas convencionais está na cada de dois bilhões de unidades. Bem, imagine se cada uma delas tiver acoplado um CLIP, hein.