Minha casa, Minha tecnologia

A China quer mostrar ao mundo como construir de forma rápida, segura e barata. Será?Não restam dúvidas sobre os benefícios sociais e econômicos do programa federal Minha Casa,Minha Vida, nem a respeito das iniciativas das COHABs estaduais no enfrentamento do déficit habitacionalbrasileiro estimado em cerca de 5,5 milhões de unidades. Contudo, é preciso olhar a questão a partir de uma ótica mais instrumental e tirar proveito da tecnologia, como inúmeros países vêm fazendo. Afinal, o tempo dos mutirões, nos quais as famílias de baixa renda passavam até cinco anos construindo a casa própria, ficou para trás. No passado também deveriam ser colocadas uma parte das técnicas construtivas que repetem a receita criada há muitos séculos: tijolo, areia, vergalhão, cimento e água. Se bem que, de certa forma, as modernas tecnologias construtivas ainda dependem de materiais básicos. A diferença está na forma e no local no qual eles são processados. Alguns exemplos interessados vêm da China. Em 2011, a mais populosa economia do planeta surpreendeu o mundo com um vídeo que mostrava a construção de uma arranha-céu no tempo recorde de 15 dias. O vídeo correu o mundo e despertou uma ponta de inveja aqui e acolá. Mas muita gente pensou tratar-se apenas de uma excentricidade destinada ao mercado corporativo. Afinal, o prédio em questão abrigaria um hotel e, neste caso, fundamentalmente, tempo é dinheiro. Mas não é que a chamada construção seca (na qual as peças são levadas ao canteiro de obras já prontas e encaixadas como se fossem um lego) acabam de se tornar produto de exportação Made in China? Quem está por trás desta iniciativa é a Zhuoda Group. A empresa desenvolveu uma tecnologia construtiva (com materiais inovadores, mas cuja composição não revela) que permite vender uma casa estilosa por míseros US$ 564 cada m². O melhor dessa história é que a casa é montada em apenas 3 horas. Isso mesmo! Dá para contratar o serviço pela manhã e já receber os amigos para um churrasco no mesmo dia. Em recente road show pela Europa, a empresa fez uma apresentação em Moscou, que resultou em um vídeo esclarecedor. Quem sabe ler no alfabeto cirílico, usado naquele país, pode acompanhar as legendas. O material, contudo, é autoexplicativo. As opções de projeto acomodam desde famílias grandes, em 150 m², até solteiros, em 30 m². O futuro morador pode escolher entre os diversos materiais que irão compor as paredes e o piso. Em todos eles está previsto um mimo: paredes capazes de adicionar aromaterapia ao ambiente, graças a um dispositivo que libera essência de ervas "encrustadas" na estrutura. A reportagem, publicada pelo site americano Treehugger, mostra o processo de montagem das casas e especula sobre o material do qual seriam feitas as unidades à prova de fogo, enchentes e até mesmo terremotos!

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