Renovação ou continuidade? O dilema do eleitor

21 de junho de 2005 é a data em que o Brasil passou a ser gerido pela influência direta de Dilma Rousseff. Nesse dia, ela assumia o Ministério da Casa Civil, desocupado antes do previsto por José Dirceu, então “homem forte” do governo federal. Já são cerca de 9 anos em que Dilma efetivamente manda no país, primeiro como a “mulher forte” de Lula e depois na dianteira do cargo de presidente. Agora ela pleiteia mais um mandato, o segundo como titular da Presidência.

Em todos os 9 anos, o ex-sindicalista Lula esteve à frente, ao lado, atrás, à sombra de Dilma, sendo que Lula assumiu a Presidência em 2003.

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São 11 anos de poder.

Tem gente que gosta de manter algumas figuras por muito tempo no poder. Na FIFA, João Havelange, na CBV, Carlos Arthur Nuzman, em Cuba, Fidel Castro e por aí vai.

Nunca achei positiva a perpetuação de um mesmo grupo político no controle de um país.

Mesmo que seja uma sequência de administrações dignas de nota. Mas dadas as pesquisas de opinião até agora reveladas sobre intenção de voto, nota-se que a atual gestão federal não surfa na unanimidade do eleitorado, mesmo tendo adotado medidas que fizeram história, como a política de transferência de renda para a população miserável. Mas tem muito chão até o 1º turno e ainda há tempo para conseguir mais apoio dos votantes.

Não tenho preferência por um ou outro partido ou candidato(a) que disputa a Presidência.

Se os eleitores optarem pela continuidade nas eleições deste ano o desejo deve ser respeitado e apoiado. Mas de qualquer forma, mantendo-se ou não os mesmos à frente do governo, espero que a oposição se fortaleça nos próximos anos para apresentar argumentos e força política consistentes, de modo a manter equilíbrio com o poderio governamental.

E que surjam na oposição nomes que possam contar com a confiança da população e não apenas com os aventureiros que estão de olho no dinheiro fácil e farto do cargo público e interesse zero em atuar pelo bem do país. As urnas bem que poderiam punir os aproveitadores que passam quase todo o mandato nas sombras e surgem apenas às vésperas da eleição para pedir voto.

Renovação…. Renovação?

Enquanto esperamos para saber se haverá ou não renovação no quadro político, leio a notícia de que Pedro Simon, o idoso ex-senador, reverteu a aposentadoria da política e será candidato ao Congresso Nacional…novamente.

Renovação não é assim que se faz. Simon poderia ficar nos bastidores e ajudar na formação de novas lideranças políticas. Mas esse tal de poder deve causar dependência química.

Além disso, uma consulta ao registro de candidaturas mostra que muitos filhos e netos de políticos tradicionais – inclusive os de má-fama – surgem como “esperança de renovação” este ano. Para eles, mesmo que sejam inexpressivos perante a sociedade, foi bem fácil conseguir legenda para saírem candidatos e perpetuar a espécie que uma reforma política bem feita – ou o voto consciente – poderia evitar.

Preferem o Arruda

E por falar em renovação, no Distrito Federal, vulgo Capital do Brasil, lidera as pesquisas o ex-governador José Roberto Arruda, deixando na poeira o atual governador Agnelo Queiroz.

Mesmo com todas as suspeições e acusações judiciais e políticas que pesam contra ele – o TSE cassou sua candidatura, mas cabe recurso –, os eleitores do DF preferem um candidato como Arruda para voltar ao poder do que permitir uma segunda oportunidade ao atual Queiroz. As demais opções não empolgam.

Prometendo até rodovia BSB-litoral

Tanto é assim que um deles, em recente sabatina com empresários do DF, prometeu até uma nova rodovia ligando Brasília ao litoral baiano para fazer com que a praia fique mais próxima dos brasilienses. Saúde, segurança, mobilidade são as questões que pontuam as principais reivindicações dos cidadãos que residem no DF. E esse candidato vem com a proposta de praia mais perto como plataforma de governo…do jeito que vai a política, ele tem chances…

Há vários anos, a capital do Brasil tem passado apuros no tocante aos ocupantes em rodízio do principal cargo de sua administração e respectivos assessores.

Tem sido um entra e sai de políticos que não fazem jus à importância da Capital. Mas os cidadãos também não fazem muito para melhorar a situação. Não se organizam, não debatem, não assumem atitudes e na hora da pesquisa levam ao primeiro lugar um candidato com muitas suspeitas no colo.

Ou seja, a porta fica aberta para qualquer político carismático entrar e tomar conta do bilionário orçamento da nossa capital.