Seu voto decide uma eleição

No ano que vem, quem tem título de eleitor irá às urnas para escolher prefeitos e vereadores. Parece que está longe ainda, mas depende do seu ponto de vista. Os partidos políticos estão preparando as campanhas e a arrecadação de $ há um bom tempo. Até mesmo a operação Lava Jato, da Polícia Federal, e a crise política em Brasília estão sendo “usadas” pelos políticos para desgastar o PT e sua base aliada já de olho nas eleições em 2016.

Vários parlamentares federais, que têm mordomia, status e remuneração invejáveis já manobram para trocar o mandato por uma disputa por um cargo de prefeito(a) nas eleições municipais – com ênfase em cidades de grande porte e capitais estaduais.

Um desses deputados, que foi o mais votado para federal em seu estado nas últimas eleições, não esconde a pretensão de já sair candidato a prefeito da capital e abandonar Brasília.

Por que será, hein? Qual o exato nível de poder que um prefeito tem em suas mãos para que esse movimento, esse interesse em deixar pra lá um mandato de deputado federal, venha a ocorrer? Melhor seria se nós brasileiros avaliássemos se é para ser assim mesmo.

Votando no “Comodoro”

Mesmo com tanta lama que o noticiário remexe todos os dias quando trata da política brasileira, tenha certeza de que seu voto é muito importante. O meu, por exemplo, deixou de ser decisivo para resolver uma eleição acirradíssima há dois anos, em Brasília.

No próximo dia 8 de outubro o Iate Clube de Brasília, situado às margens do “mar” da capital federal – mais conhecido como Lago Paranoá –, elegerá pelo voto direto de seus sócios seu presidente (ou “Comodoro”). Serão duas chapas: uma da situação quer reconduzir o Comodoro e outra da oposição trabalha por um novo indicado.

Há cerca de dois anos, na eleição anterior, era a mesma situação, só que o Comodoro a ser reconduzido agora encabeçava a chapa da oposição. Pediu meu voto enquanto era candidato e  me comprometi a votar nele por conhecer sua postura ética e capacidade administrativa.

A campanha foi bem aos moldes de qualquer outra, com troca de acusações severas, algumas baixarias etc. Ou seja, houve uma clara divisão entre os associados do clube.

Como viajo regularmente a serviço, lá fui eu de Brasília para São Paulo poucos dias antes da tal eleição. Marquei a volta para a data, com previsão de aterrissar cerca de 2h antes do final do prazo de votação (21h). Do aeroporto de Brasília ao clube levaria apenas uns 20 ou 25 minutos.

A volta de São Paulo pelo “aerônibus” da Gol atrasou – não sei dizer se por culpa do controle de voo ou da companhia aérea – e fui desembarcar faltando apenas dez minutos para o horário de encerramento da votação…e estava chovendo, ou seja, nem que burlasse os limites de velocidade chegaria a tempo. Fui para casa achando que não seria o meu voto que decidiria aquela eleição.

ERREI FEIO A PREVISÃO!!!

E não é que a apuração resultou em EMPATE!? O meu voto, impedido de ser computado pelo atraso no voo, poderia ter decidido aquela eleição.

Como não votei, aquele inédito empate na eleição do Iate Clube foi para o tapetão, claro. O meu candidato acabou sendo declarado vencedor – ufa! – mas ele duvida que minha história seja verdadeira e brinca comigo sobre isso até hoje.

Nesta eleição de 8 de outubro de 2015, porém, ele falou sério comigo: me fez prometer que desta vez não viajaria. Bem, vai depender dos meus clientes…