Crianças ativistas, esperança de um mundo melhor

Crianças ativistas, esperança de um mundo melhor

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Foi-se o tempo em que as crianças só brincavam de casinha e jogavam bola.

Nos anos sombrios em que vivemos, elas vêm ocupando espaço na luta por um mundo melhor. Na esfera internacional estamos assistindo às performances de Malala Yousafzai e Greta Thumberg. Por aqui, a menina Lua (Luara de Oliveira), 12 anos, montou uma biblioteca na comunidade da Ladeira dos Tabajaras. Nas redes sociais, cresce o número de seguidores de Brunna Sachs e das Pretinhas Leitoras. O ponto comum entre essas crianças/adolescentes é o ativismo por causas mais que saudáveis: a preservação do Planeta, leitura para todos, combate ao racismo e defesa das minorias.

Vegana desde os quatro anos

 

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O amor aos animais fez de Brunna Sachs uma vegana radical aos quatro anos de idade. Sua mãe, Sandra, conta que a filha, ainda bebê, com menos de dois anos, já perguntava o que estava comendo - e que acabou seguindo a filha no veganismo. “Amo muito os animais, por isso não como sua carne e nem os derivados deles, ovos e leite”, diz Brunna.

Aos três anos, no colégio, ao aprender a pirâmide de alimentos, Brunna descobriu que frango era galinha e parou de comer. Hoje, aos 12 anos e aluna do 7º ano, mantém seus seguidores do Instagram informados sobre o cotidiano de uma pessoa vegana: “Podemos levar uma vida normal como veganos”, diz ela, que também não usa nada de couro ou lã e não visita zoológicos ou aquários.

Legumes, grãos e verduras são os ingredientes principais das refeições. Entre seus pratos preferidos estão o strogonoff de grão-de-bico, o bobó de palmito e o macarrão. Na cantina da sua escola tem sempre opções para veganos.

Em seu blog, Brunna dá dicas de receitas e esclarece seus seguidores.


Pretinhas leitoras, um sucesso!

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As gêmeas Helena e Eduarda, hoje com 12 anos, incentivadas pela mãe, a professora Elen Ferreira, desde muito cedo tornaram-se leitoras. A irmã caçula, Elisa, sete anos, também já é leitora. Ao perceberem a dificuldade das crianças do seu entorno (são oriundas do Morro da Providência e hoje moram em São Cristóvão) - o que inclui amigos, vizinhos e até os alunos de sua mãe -, que não tinham incentivo para a leitura, decidiram pôr a mão na massa. Passaram a ler para elas seus livros preferidos, buscando formas atrativas de prender a atenção dos ouvintes. O sucesso foi tamanho que sua mãe criou o projeto Pretinhas Leitoras, que conquistou patrocinadores e hoje está atraindo cada vez mais seguidores no Facebook, no Youtube e no Instagram.

Mundo da Lua

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Desde outubro de 2019, funciona na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, Rio de Janeiro, a biblioteca comunitária Mundo da Lua. Sua idealizadora, Raissa Luara de Oliveira, mais conhecida como Lua, 12 anos, sentiu vontade de levar o hábito da leitura para o seu entorno. A mãe, Fátima, conta que a filha sempre pedia para visitar a Bienal, em São Paulo, mas a viagem e o ingresso custavam caro. Finalmente, em 2019, as duas ganharam os ingressos de um casal de amigos e foram. Na volta, Lua começou fazendo uma vaquinha e conseguiu, através de doações, montar a biblioteca na sede da Associação de Moradores.

Seu projeto teve ampla repercussão na mídia; hoje já são 22 salas de leitura em comunidades do Rio – e já enviaram doações de livros para Minas Gerais, Piauí e Espírito Santo. Com a pandemia, a biblioteca só abre para pequenos grupos, faz empréstimos e, quinzenalmente, promove um lanche literário.

 

Por Nícia Ribas, Repórter Especial de Plurale, extraído da edição nº 75. Leia a íntegra aqui