ONU lembra do papel de imigrantes na ciência

ONU lembra do papel de imigrantes na ciência

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Desde 1969, os Prêmios Nobel foram quase exclusivamente para instituições sediadas em países desenvolvidos. No entanto, com muita frequência, os cientistas por trás das pesquisas de ponta são expatriados originários de todas as partes do mundo.

Divulgadas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), as informações são da Fundação do Prêmio Nobel, e chamam atenção para as múltiplas vezes em que a honraria máxima dos campos da química, física, literatura, paz e fisiologia ou medicina foram entregues a pessoas que vivem em países diferentes daqueles em que nasceram.

A cientista Marie Curie (1867-1934) é um exemplo de como a migração e a inovação por vezes estão relacionadas. Nascida em Varsóvia, no que era então o Reino da Polônia, parte do Império Russo, ela estudou na clandestina Universidade Volante de Varsóvia e iniciou o treinamento científico na mesma cidade. Em 1891, aos 24 anos, seguiu a irmã mais velha, Bronisława, para estudar em Paris, onde se estabeleceu como pesquisadora.

Curie ganhou o Prêmio Nobel de física em 1903 e de química em 1911 pelas pesquisas pioneiras sobre radioatividade. Ela foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel, sendo também a primeira pessoa e a única mulher a ganhá-lo duas vezes, além de ser a única pessoa a ser premiada em dois campos científicos diferentes.

Pioneira em múltiplas frentes, Curie também foi a primeira mulher a se tornar professora na Universidade de Paris e, em 1995, e se tornou a primeira mulher a ser sepultada por seus próprios méritos no Panteão de Paris.

ONU lembra do papel de imigrantes na ciência 1 papo retoTendência global - A tendência também pode ser observada em outros países. Desde 1969, 15 dos 45 laureados que representam instituições do Reino Unido nasceram no exterior. O maior número de laureados estrangeiros pode ser encontrado na Suíça, com 8 laureados nascidos no exterior para 7 laureados nascidos no próprio país. Os países cujas instituições chegaram aos dez primeiros lugares sem a ajuda de cientistas imigrantes são o Japão, com 15 laureados locais, e a Suécia, com 8.

A alta porcentagem de imigrantes e expatriados vencedores do Prêmio Nobel pode ser atribuída, principalmente, às instituições de pesquisa dos países mais desenvolvidos, que atraem cientistas de todo o mundo. De acordo com o Relatório de Ciências da UNESCO de 2021, os países do G20 representam quase 89% da população mundial de pesquisadores, indicando a importância do financiamento.

As maiores participações são encontradas na União Europeia (23,5%), na China (21,1%) e nos EUA (16,2%). Em alguns casos, a população de pesquisadores cresceu mais rápido do que os gastos com pesquisa, o que resulta em dificuldades para o financiamento de projetos. O cenário pode levar a uma fuga de cérebros, alerta a UNESCO.

 

Leia o texto original do site da ONU, aqui.