Planet Smart City desembarca em SP

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No Brasil, existem dois municípios batizados como São Gonçalo do Amarante, um no Rio Grande do Norte e outro no Ceará. Até o dia 13/2 (quinta-feira), ambos estarão no palco do Fórum Urbano Mundial (WUF, da sigla em inglês), que acontece em Dubai. Isso porque, a Planet Smart City é uma das oito empresas convidadas a apresentar suas inovações urbanísticas, durante o evento, e as cidades brasileiras se destacam na estratégia de internacionalização da empresa italiana, especializada na construção de cidades inteligente.

Ao apostar no Brasil como porta de entrada na América do Sul, o Grupo Planet levou em conta o tamanho da população, o déficit habitacional, e a obrigatoriedade de os bancos destinarem parte dos depósitos à vista para projetos de moradia, dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Para se tornar atrativa, a empresa investiu em diferenciais. “Nossos projetos têm como foco a inovação tecnológica e social e nem por isso deixam de ser inclusivos”, explica Susanna Marchionni, responsável pela filial brasileira do Grupo Planet.

Os empreendimentos nas duas cidades do Nordeste já começam a ganhar corpo, com a ocupação progressiva dos lotes, de quem optou pela autoconstrução, e das casas entregues prontas aos moradores. Agora, segundo ela, chegou a vez de apostar em São Paulo. Para isso, o Grupo Planet dispõe de terrenos em bairros icônicos da cidade: Bela Vista, perto da avenida Paulista, Jabaquara, na zona sul, Freguesia do Ó, na zona noroeste, e Itaquera, na zona leste. Cada condomínio terá entre 300 e 1.000 apartamentos, cuja metragem vai variar de 30 m² a 60 m². Ainda não está definido o valor de venda das unidades, mas deverá ser condizente com o teto do Minha Casa, Minha Vida (MCMV): R$ 240 mil.

Bairro dos Músicos, na Smart City Laguna (CE), já conta com moradores em 60 casas

Para reduzir o impacto do custo de moradia (contas de água, luz e condomínio), o que normalmente gera inadimplência junto à construtora ou ao agente financeiro, Susanna diz que os projetos serão desenhados levando-se em conta os preceitos da sustentabilidade. “Vamos apostar em sistemas de energia renovável e no reuso de água, para as áreas comuns, e Wi-Fi gratuito, além do acesso à dispositivos tecnológicos que facilitem a prestação de serviços entre os moradores.”

Hoje, esses serviços já estão disponíveis tanto no Smart Laguna Ceará – o maior deles, com área total de 330 hectares (cerca de 300 campos de futebol) – e do empreendimento no Rio Grande do Norte. “A infraestrutura básica inclui cinema, biblioteca e espaço de inovação; equipamentos destinados a estimular a convivência entre os moradores”.

Demanda para não ser o problema. Afinal, a cidade de São Paulo possui um déficit habitacional de 474 mil moradias, de acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas. Contudo, para que resolver essa equação, mais do que nunca, os projetos precisam caber no bolso do público-alvo. E, em se tratando de Brasil, em geral, e São Paulo, em particular, este é o grande desafio