Conexão amazônica

Um trabalho de fôlego. É o mínimo que se pode dizer do projeto Eu Sou Amazônia, apresentando hoje (11/7), na sede do Google Brasil, em São Paulo. Trata-se de uma série de 11 filmes que contam a relação de cada brasileiro com a floresta amazônica. O projeto segue a linha do Conhecer para preservar, mas de uma forma extremamente criativa. Primeiro, porque dá voz aos grupos representativos dos 25 milhões de moradores da Amazônia Continental. Do indígena ao caboclo, passando pelos quilombolas. Sim, caríssimo leitor, a região abriga uma grande leva de ex-escravizados do País em núcleos que começaram a se formar há cerca de 150 anos.

Mas, voltemos ao Google Earth. O evento marcou a inclusão do Brasil no modo “viajante”, da ferramenta de geolocalização da empresa americana e possui como atrativo a qualidade técnica dos filmes, alguns deles dirigidos pelo premiado cineasta e publicitário Fernando Meirelles. Chama a atenção o grau de interatividade, que possibilita acessar imagens em 360 graus e localizar no mapa cada detalhe informado.

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A ideia é desmistificar alguns chavões e mitos sobre essa imensa floresta. Afinal, ainda existe um número razoável de pessoas que encaram o ecossistema como um entrave ao desenvolvimento econômico. Talvez por que não saiba quais são os serviços ambientais e econômicos gerados pela biodiversidade da Amazônia Continental. Tampouco que a floresta gera 20% do oxigênio do planeta.

O relacionamento mais próximo do Google com a região começou há 10 anos, por iniciativa dos integrantes da nação Paiter Suruí, e deu origem ao Mapa Cultural Suruí – ferramenta destinada a monitorar e combater o desmatamento. Com isso, os Suruís foram os primeiros indígenas a receber o pagamento por crédito de carbono, referente ao desmatamento evitado.

O único senão do projeto apresentado hoje cedo na sede do Google Brasil é que o sistema trava quando tentamos acessar os links dos vídeos por meio do Explorer, o navegador da Microsoft. Só funciona no Google Chrome. É, não deve ser mera coincidência.

SAIBA MAIS:

Sobre a parceria do Google com o povo Saruí

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