Exames que salvam vidas

Quem são: Carolina Fagundes e Eliézer Dias

Por que são importantes: criaram um sistema simplificado de coleta que garante integridade das amostras para exame laboratorial

Por conta disso, a empresa está passando por uma reavaliação de seu modelo de negócios. A primeira mudança foi no discurso. Em vez de buscar o mercado-alvo: hospitais e planos de saúde; eles optaram por investir mais fortemente no público-alvo: as famílias de pacientes e as entidades que apoiam pessoas com necessidades especiais, além de casas de repouso. Estas últimas formam o principal núcleo de consumo do ColOff na Austrália e na Nova Zelândia. O casal de empreendedores também fez ajustes na produção, valorizando a simplicidade das embalagens, sem afetar os atributos de sustentabilidade do produto, que é feito com plástico verde fabricado a partir de insumos da cana-de-açúcar.

Na nova estratégia desenhada por Carolina e Eliézer, os Estados Unidos ganham ainda mais importância. Tanto isso é verdade que a ColOff está em fase de negociação com a rede americana Quest Diagnostics, líder global em exames laboratoriais. Foi para este cliente que os técnicos da ColOff desenvolveram a versão básica do produto, vendida a granel, cujo custo de produção é 70% menor em relação ao convencional. “Agora será mais fácil concorrer com fabricantes chineses que têm no preço de venda seu único apelo”, destaca o empreendedor. “Com a vantagem de que o nosso produto é patenteado e certificado pelos órgãos regulatórios dos EUA”.

No front interno, eles seguem apostando em parcerias estratégicas. Tanto com promotores de eventos do setor médico, quanto com laboratórios. “Em maio, na Feira Hospitalar, nós realizamos a primeira venda da nova versão do ColOff”, conta Eliézer que ao lado da mulher e sócia Carolina seguem confiantes na carreira empreendedora apoiada em atributos sustentáveis. Afinal, mais do que apenas um produto de consumo, o ColOff ajuda a salvar vidas. É que doenças como diarreia e câncer colorretal, responsáveis por um número elevado de óbitos, poderiam ser tratadas mais rapidamente (e curadas) a partir de diagnósticos mais precisos. É nesse ponto que entra a qualidade da amostra.

Muitas vezes, as startups surgem a partir da necessidade ou desejo do empreendedor de resolver um problema ou uma dor, como se diz no jargão do setor. Em linhas gerais, foi assim que nasceu a ColOff Industrial. Em 2007, Carolina Fagundes, 41 anos, que trabalhava como instrumentadora cirúrgica, bolou um sistema artesanal para coletar, com mais segurança, amostras de fezes e urina de sua mãe em tratamento de câncer. A eficiência do produto, uma espécie de bolsa plástica acoplada ao vaso sanitário, impressionou tanto os médicos que ela e o marido Eliézer Dias, 41 anos, resolveram investir em sua industrialização.

A versão comercial chegou ao mercado apenas em 2010 e, desde então, os pacotes contendo coletores plásticos embalados em sachês individuais, semelhantes aos dos preservativos, se tornaram itens de destaque em hospitais, laboratórios e nas prateleiras de farmácias de muitos países. A lista inclui Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, além do Brasil, é claro. Seu uso é recomendado para pacientes em geral, especialmente àqueles com variados graus de dificuldade (idosos ou deficientes, físicos ou mentais) que, muitas vezes, deixam de realizar exames destinados a diagnosticar doenças por não se adaptarem ao método de coleta tradicional, em potes.

Versão básica do ColOff é a aposta para ampliar as vendas

A ColOff também ganhou prêmios (como o Braskem Labs 2015) e foi incluída no ranking 100 Open Startups 2016, que lista as empresas inovadoras e mais atraentes aos olhos do mercado. Apesar disso, as vendas do produto não deslancharam no ritmo esperado pelo casal. “Tivemos um retorno importante de mídia e também da classe médica nos últimos dois anos”, conta Eliézer, cofundador e CEO da ColOff. “Contudo, isso não se traduziu no incremento das receitas”.

Por conta disso, a empresa está passando por uma reavaliação de seu modelo de negócios. A primeira mudança foi no discurso. Em vez de buscar o mercado-alvo: hospitais e planos de saúde; eles optaram por investir mais fortemente no público-alvo: as famílias de pacientes e as entidades que apoiam pessoas com necessidades especiais, além de casas de repouso. Estas últimas formam o principal núcleo de consumo do ColOff na Austrália e na Nova Zelândia. O casal de empreendedores também fez ajustes na produção, valorizando a simplicidade das embalagens, sem afetar os atributos de sustentabilidade do produto, que é feito com plástico verde fabricado a partir de insumos da cana-de-açúcar.

Na nova estratégia desenhada por Carolina e Eliézer, os EUA ganham ainda mais importância. Tanto isso é verdade que a ColOff está em fase de prospecção com a rede americana Quest Diagnostics, líder global em exames laboratoriais. Foi para este cliente que os técnicos da ColOff desenvolveram a versão básica do produto, vendida a granel, cujo custo de produção é 70% menor em relação ao convencional. “Agora será mais fácil concorrer com fabricantes chineses que têm no preço de venda seu único apelo”, destaca o empreendedor. “Com a vantagem de que o nosso produto é patenteado e certificado pelos órgãos regulatórios dos EUA”.

No front interno, eles seguem apostando em parcerias estratégicas. Tanto com promotores de eventos do setor médico, quanto com laboratórios. “Em maio, na Feira Hospitalar, nós realizamos a primeira venda do ColOff Básico”, conta Eliézer. Ele e mulher e sócia seguem confiantes na carreira empreendedora. Afinal, mais do que apenas um produto de consumo, o ColOff ajuda a salvar vidas. É que doenças como diarreia e câncer colorretal, responsáveis por um número elevado de óbitos, poderiam ser tratadas mais rapidamente (e curadas!), a partir de diagnósticos mais precisos. É nesse ponto que entra a qualidade da amostra.

(Visited 25 times, 1 visits today)