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Brilho das estrelas do lar  

Ao longo desta década, inúmeras pesquisas começaram a medir (e confirmar!) algo que os brasileiros, em geral, sempre souberam: as mulheres representam a maior fatia do contingente de empreendedores do país. E isso sempre foi muito claro para que vive nas periferias e nas cidades das regiões metropolitanas das maiores capitais. Afinal, quem é que prepara aquela empadinha vendida por R$ 1 real aos vizinhos? Quem é que monta uma banca de café com leite e bolo perto das estações de trem e de metrô, assim que surgem os primeiros raios de sol? Quem é que faz serviços de costura ou artesanato no tempo que sobra entre o preparo das refeições e a arrumação da casa?

Pois um dos mais recentes trabalhos sobre o tema, elaborado pelo Sebrae, indicou um crescimento de 16% no número de empreendedoras no intervalo entre 2003 e 2013. Com isso, as mulheres fecharam o ciclo representando 31,1% do total de 23,5 milhões de líderes de negócios, em todos os níveis de geração de renda.

Apesar de relevantes, estes números poderiam ser ainda maiores, de acordo com Luciana Guernieri, gerente de marketing de Brilhante, um dos carros-chefes da área de higiene e limpeza da gigante francesa Unilever. “Encomendamos uma pesquisa ao Ibope que mostrou que 70% das mulheres gostariam de empreender, contudo, apenas 7% haviam transformado o desejo em realidade”, conta.

Mas, afinal, o que falta? Bem, segundo o trabalho, mais do que qualificação, uma parte expressiva do contingente se ressentia do tal do empoderamento. “As causas mais citadas foram baixa autoestima, falta de confiança e pouca capacitação”.

Foi a partir deste diagnóstico que a marca da Unilever resolveu criar um programa sob medida para este público: a Escola Brilhante. Trata-se de uma plataforma de cursos voltados para a capacitação em diversos níveis. Desde seu lançamento, em 2015, nada menos do que 250 mil mulheres acessaram a grade de cursos.

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Luciana, gerente de marketing da Brilhante

Uma parte delas acabou entrando noutro patamar de empreendedorismo ao participar do concurso Hora de Brilhar. Funciona como um processo de aceleração nos moldes dos oferecidos às startups. A partir da inscrição no site (maiores informações abaixo) da promoção são selecionadas 10 empreendedoras cujos negócios passam a contar com assessoria em capacitação e gestão. Ao final, acontece uma apresentação oral (chamado de pitch no jargão das startups) no qual a vencedora embolsa R$ 5 mil.

Para aparecer na foto que abre este texto, na qual estão retratadas as 10 selecionadas de 2016, foi preciso deixar para trás outras 1.390 empreendedoras de todas as regiões do país. Para este ano, a expectativa é que o número de inscritas também se situe na faixa de 1,4 mil.

Mais do que o prêmio em si, a grande sacada deste tipo de disputa é a qualidade da formação (feita em parceria com a Aliança Empreendedora e a Escola de Você) e a rede de relacionamento gerada a partir das dinâmicas previstas para as 10 felizardas. Trata-se de um pacote dificilmente acessível para mulheres que integram as classes C e D.

O trabalho da marca Brilhante feito com as mulheres no Brasil integra a plataforma global da Unilever de adicionar um propósito a todas as ações adotadas pela empresa. “O programa está se tornando referência para as outras marcas da companhia, aqui no Brasil”, celebra Luciana. “Por isso, já estudamos a possibilidade de adotá-lo nos demais países do continente”.

 

SAIBA MAIS:

Sobre a força da mulher no empreendedorismo

Sobre como se inscrever na edição 2017 do Concurso Hora de Brilhar

Sobre a Escola Brilhante

 

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