Inspiração para fazer a própria trajetória

Domingo de sol, em São Paulo, é batata. Quem mora na capital segue para os parques para jogar uma pelada, correr, andar de skate ou pedalar na avenida Paulista. Bem, nem todos. Tem aqueles que não abrem mão de unir lazer, diversão, boa comida e cerveja artesanal com conhecimento. Foram exatamente os integrantes deste grupo que lotaram o Maker Fest Brasil, evento promovido pelo coworking Engenho Maker nos jardins do Instituto de Engenharia, na Vila Mariana, bairro da zona Sudoeste da cidade.

Apesar de reunir expoentes da cultura geek, a festa teve atrações para todos os gostos e tipos de público. Quem queria se inteirar sobre programação, internet das coisas (IoT, da sigla em inglês), drones, arduino etc. tinha seu espaço. Contudo, aqueles que estavam a fim de ouvir boa música, degustar cerveja artesanal e uma comidinha de food truck, idem.

1 Papo Reto deu uma passada no evento e gostou do que viu. A começar pela diversidade de oficinas (arduíno, laser cut, desenho 2D e 3D, marcenaria e realidade virtual) e a escalação dos palestrantes. O jovem Allan Targino (na foto acima), 23 anos, evangelista técnico da Microsoft Brasil deu um show ao falar de machine learning e serviços cognitivos. Apesar de a plateia ser formada por “evangelizados”, mesmo os leigos conseguiram acompanhar a dinâmica.

Em sua exposição, com formato semelhante ao de um workshop, Targino mostrou como era possível adicionar inteligência aos processos de interação entre pessoas e máquinas, por meio dos programas de chatbots. Falou também de tecnologias de reconhecimento de face e outros aprendizados de “preferências humanas”.

Festival de empreendedorismo Maker Fest nasceu na Índia e ganhou o mundo

Difícil imaginar que o primeiro algoritmo desta linha surgiu em 1957. “A diferença entre aquela época e a atual é que hoje dispomos de maior capacidade de processamento computacional”, destaca. “Com isso, as empresas estão empacotando as tecnologias e oferecendo-as, na nuvem, aos usuários na forma de serviço”. Ou seja. Os recursos tecnológicos estão ficando acessíveis a um número cada vez maior de pessoas e empresas.

É graças a disseminação da tecnologia e o barateamento de seu custo de aquisição que viabilizam iniciativas como o Engenho Maker, onde a linha conceitual é o método crazy dog (cachorro louco), onde as descobertas surgem a partir da experiência prática.

Renato Prado, sócio-fundador da empresa em parceria com Juliana Glasser, José Michel e Renato Valle, antecipou a 1 Papo Reto que a MakerFest vai ganhar o Brasil. “Nosso objetivo é levar este evento para outras cidades”, conta.

 

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Sobre o Engenho Maker

Sobre a cultura maker 

 

 

 

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