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A Engenhoca Criativa da Samsung desembarca no Capão Redondo

O Capão Redondo, bairro do “fundão” da Zona Sul de São Paulo, é um dos locais icônicos da periferia. Em diversos sentidos. As largas e movimentadas avenidas que circundam a região contrastam com a parte interna deste pedaço da cidade, marcado por ruas estreitas com traçado sinuoso em meio a subidas e descidas. É numa destas partes “acanhadas” que se impõe de forma majestosa o CEU (acrônimo para Centro de Educação Unificada). A geometria do local segue o padrão dos demais equipamentos do gênero: piscina, quadra poliesportiva, horta, salas de aula e um confortável teatro. É neste último espaço que um grupo de cerca de 100 jovens, na faixa dos 14 a 16 anos, se acomodam à espera da cerimônia de lançamento do programa social Engenhoca Criativa.

Trata-se de um projeto-piloto de educação maker tocado em parceria entre a sul-coreana Samsung, a Alfasol (Associação Alfabetização Solidária) e a Explorum Educacional, startup da área de educação. A iniciativa tem por objetivo aprimorar o desenvolvimento intelectual e emocional, além de despertar a cultura empreendedora de alunos da rede pública. Neste contexto, a tecnologia entra como um elemento facilitador do processo.

E a expectativa dos envolvidos é enorme. Tanto que as empresas e organizações envolvidas se fizeram representar por executivos de alto coturno. “Nosso objetivo é replicar este projeto em outras partes do Brasil e da América Latina”, conta Isabel Costa, gerente de cidadania corporativa da Samsung. “É por isso que a metodologia está sendo construída no formato de uma Tecnologia Social que será colocada à disposição da sociedade.”

O kit pedagógico foi desenvolvido pela Explorum e é composto de pequenas peças de madeira, fios e uma placa Arduíno. “Queremos que os jovens aprendam de forma colaborativa e desenvolvam uma postura empreendedora, na qual o erro é parte do processo para alcançar seus objetivos”, explica Eduardo Azevedo, cofundador da startup.

A educação colaborativa e o empreendedorismo foram os motes de um bate papo que reuniu o cofundador da Guimo, Caio Rocha, a diretora-executiva da Laboratória Brasil, Regina Archer, e a produtora cultural de A Banca, Evellyn Gomes. Esta última, aliás, foi quem melhor se conectou com a plateia. Também pudera, aos 18 anos, ela segura os vocais na banda Abôrigens, de hip hop, e ainda atua como educadora e produtora musical numa das mais destacadas empresas de impacto social, da cidade. “Os desafios sempre fizeram parte de minha trajetória de vida”, diz. “Por isso, foi importante aproveitar todas as oportunidades que surgiram pelo caminho”.

E é também sobre oportunidades que trata o projeto Engenhoca Criativa. Além dos alunos do CEU Capão Redondo, participam da primeira turma os estudantes do CEU Feitiço da Vila, e integrantes de dois centros de juventude. Todos situados no “fundão” da Zona Sul.

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