Brasil como case global da HP

Para boa parte das empresas com atuação global, as subsidiárias existentes nos países emergente são vistas quase sempre como promessas de futuro. Raramente alguma destas filiais se destaca a ponto de “dar lições” à matriz de como fazer mais e melhor. Pois foi exatamente esta façanha que a subsidiária da HP conseguiu. “O programa de sustentabilidade da HP Brasil é um exemplo mundial”, diz Claudio Raupp, presidente da subsidiária. “Tanto isso é verdade que ele irá representar a empresa, em nível global, na edição 2018 do Fórum Econômico de Davos”.

A informação foi passada na noite de quarta-feira 4, durante evento que mobilizou parceiros de negócios, clientes e fornecedores da fabricante de computadores, impressoras e cartuchos. Na ocasião, Raupp destacou a longevidade dos programas de sustentabilidade e sua colaboração para a Economia Circular na cadeia do plástico, especialmente no que se refere às garrafas PET.

E os números, de fato, impressionam. De acordo com a gerente de sustentabilidade da HP, Paloma Cavalcanti, em 2018 completa 10 anos do programa de sustentabilidade da filial. Neste período, foram produzidos cerca de 7,7 milhões de produtos (cartuchos de jato de tinta e toners, entre outros) com PET reciclado. Boa parte deste material é processado no parque industrial situado em Sorocaba (SP).

Em nível global, as métricas são ainda mais espetaculares: 1 milhão de garrafas plásticas, pós consumo, retiradas da natureza, para a fabricação de 3,4 bilhões de cartuchos.

Para atingir esta performance no Brasil, a empresa tomou decisões ousadas. A primeira delas foi adotar a logística reversa (recolhimento de seus produtos pós-consumo), em 2003, antes mesmo da entrada em vigor da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em 2010. “Nosso desafio para 2018 é incluir os catadores de material reciclado neste programa”, destaca Paloma.

Paloma Cavalvanti, gerente de sustentabilidade da HP Brasil

Mais. Para ampliar sua competitividade no mercado, a HP também adotou uma política de conteúdo local. De acordo com Kami Saidi, responsável por logística e suplly-chain da HP na América Latina, 95% de tudo que a empresa vende por aqui é produzido no país. O executivo é quem faz a ponte entre a filial e a rede de distribuição. Essa parceria permitiu a instalação de 400 pontos de coleta em todo o Brasil. O mais bacana é que todo o custo de logística reversa é bancado pela HP.

 

Floresta Amazônica

Mas o encontro realizado na área de eventos do restaurante Dalva e Dito, do premiado chef Alex Atala, reservava outra surpresa no campo ambiental. É que após dois anos de negociações, a HP fechou uma parceria com a Conservação Internacional, ONG de origem americana e responsável, entre outros, pela gestão de projetos ambientais do Rock in Rio. “Nosso trabalho é baseado na ciência e em estudos de campo”, destaca Mauricio Bianco, diretor de desenvolvimento da ONG.

No plano global, a união da Conservação com a HP já rendeu inúmeros dividendos. Um deles foi o monitoramento de espécies vegetais em 15 países. A ONG está presente em 30 países e chegou por aqui em 1990. O foco de seu trabalho são as parcerias com o setor privado e governos.

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