Covid-19 vai afetar negócios em 13 setores e impactar emprego de 21,5 milhões de brasileiros

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A conta é do Sebrae nacional: a lista de setores que deverão ser mais atingidos pelos efeitos econômicos do Covid-19 pode chegar a 15, e será puxada pela construção civil, alimentação fora do lar, moda e varejo tradicional. No total, o impacto se dará sobre 12,3 milhões de empresas responsáveis por 21,5 milhões de empregos. Para se ter uma ideia da magnitude deste número, basta lembrar que o total de empregos gerados pelas micros, pequenas e medidas empresas (PME) é de 46,6 milhões.

A análise do Sebrae é baseada na RAIS de 2018 (abaixo), que armazena os indicadores econômicos e sociais das empresas brasileiras.

O comunicado distribuído pela assessoria de imprensa do órgão, indica que a “luz amarela” acendeu sobre outros quatro segmentos do setor de serviços: educação, logística, transporte e Tecnologia da Informação (TI). Juntos, eles movimentam R$ 238 bilhões anualmente.

É neste contexto que as campanhas de estímulo e valorização dos pequenos negócios estão ganhando força. A iniciativa começou na Europa e nos Estados Unidos e tem como mote o fato de que a interrupção das atividades, por conta da Covid-19, pode ser fatal para empresas que dependem do giro diário de mercadorias.

O pacote de estímulos anunciado recentemente pelo governo federal, e confirmado na entrevista de quarta-feira (18/3), pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e diversos ministros, inclui uma série de medidas nesta direção. Os principais vetores são: postergação do pagamento de tributos, estímulos para o setor aéreo, recursos para assistência social e linhas de crédito para empresas, em função das perdas com a Covid-19.

“Precisamos agora cuidar da sobrevivência da micro e pequena empresa. É ela que segura o emprego e que tem maior capacidade de se adaptar e se reinventar para enfrentar esta crise. Por isso, o Sebrae está retomando a campanha ‘Compre do Pequeno Negócio’, pois a preservação deles está diretamente ligada à manutenção dos empregos no país”, orienta o presidente do Sebrae, Carlos Melles, em comunicado distribuído à imprensa.

Atualizado às 20h de 18/3, para inclusão da fala do presidente do Sebrae.

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