Árvore da Vida e da alegria

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A alegria da vida em meio à dura realidade do dia a dia, no sacolejo do transporte público; do salário apertado e do sonho por dias melhores. De certa forma, este pode ser o resumo do espetáculo Por isso eu canto, apresentado por jovens ligados ao Instituto Árvore da Vida, de Betim (MG). Passava das 19h30min quando a trupe forma por 47 integrantes, entre músicos e atores, amadores e profissionais, adentraram no palco do histórico Cine Theatro Brasil, na região central de Belo Horizonte. Foi difícil segurar a emoção ao longo do repertório composto por 15 músicas interpretadas e coreografadas com bastante sentimento e especial delicadeza.

A arte é uma das atividades oferecidas pelo Instituto que tem na Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e coligadas a sua principal financiadora. Para muitos moradores do Jardim Teresópolis, comunidade situada do lado oposto da rodovia, em frente ao Polo Automotivo Fiat, em Betim, as atividades de geração de renda, cultura e reforço escolar do projeto funcionaram como uma plataforma para melhorias na vida pessoal e profissional.

A comunidade abriga 33 mil pessoas. Em 15 anos, 22 mil adolescentes passaram pelo projeto. “O Árvore da Vida se traduz em um diálogo muito franco e próximo entre a comunidade e a empresa, que entende seu papel de contribuir com o desenvolvimento social”, diz Luciana Costa, coordenadora de Sustentabilidade da FCA para a América Latina. Em 2017, o projeto entrou em uma nova fase, ao ser transformado em um Instituto, sob o comando e gestão de integrantes da comunidade.

Mas, voltemos ao espetáculo.

 

Além da emoção que emanava do palco e contagiava a todos na plateia, a atuação dos jovens, “escoltados” pelos integrantes do grupo teatral Ponto de Partida, impressionou pelo cuidado com cada detalhe. Desde o figurino e a cenografia, passando pela escolha do repertório, que incluiu clássicos como Força Estranha, de Caetano Veloso, Baila Comigo, de Rita Lee e Roberto de Carvalho, e O Homem Falou, de Gonzaguinha, até Singing in the Rain, consagrada na voz de Gene Kelly, e a divertidíssima Feliz pra Cachorro, de Pedro e Celso Viáfora.

“Eu descobri que a música é muito mais do eu cantar. A música transforma as pessoas”, filosofa o jovem Diego Oliveira, 14 anos, que se revezou em números de canto e dança com os solos de guitarra. Ao seu lado, as inseparáveis Cassiane Priscila e Beatriz Vieira, ambas de 13 anos, quase em uníssono disparam: “Não ligamos para mais nada além da música!”.

E viva a arte.

*O jornalista viajou a BH à convite da FCA