COP26: indústria da moda renova compromisso ambiental

COP26: indústria da moda renova compromisso ambiental

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A indústria da moda tem muitas contas a acertar com a agenda da sustentabilidade e dos direitos humanos. Afinal, além de exercer um gande impacto sobre o ecossistema, seus integrantes ainda estão fortemente ligados a denúncias de trabalho em condições precárias e/ou análogo à escravidão.

Por isso mesmo é que ganha uma uma importância ainda maior a decisão do setor de renovar seus compromissos com a agenda ambiental. Fez isso por meio da atualização da Carta da Indústria da Moda para Ação Climática. O documento apresenta um plano para desenvolver e implementar conjuntamente uma estratégia coletiva de descarbonização com as ferramentas práticas necessárias para cumprir as metas de redução das emissões de gases do efeito estufa.

Anunciados na segunda-feira (08), durante a Conferência da ONU para Mudanças Climáticas (COP26), os compromissos renovados da Carta formam um plano de descarbonização alinhado às metas do Acordo de Paris de limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais. A ação também evidencia a indústria da moda como um grande player global, que precisa participar ativamente na contribuição para a realização desses objetivos.

As novas promessas chegam em um momento crucial para a ação climática após o último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que representa um “alerta vermelho para a humanidade” com relação à emergência climática.

Stefan Seidel industria da moda COP261 papo retoStefan Seidel, da Puma e do Comitê Diretor da Carta da Indústria da Moda“Este é um marco importante para a Carta da Moda, pois aumenta o nível de ambição em um esforço para alinhar a indústria à meta de 1,5ºC. É um sinal de que precisamos trabalhar em estreita colaboração com nossos pares, nossa cadeia de suprimentos, legisladores e consumidores para chegarmos a zero”, disse Stefan Seidel, dirigente da grife alemã Puma, que copreside o Comitê Diretor da Carta da Indústria da Moda.

Muito além da meta

Outros compromissos na Carta atualizada incluem 100% do consumo de energia do setor oriundo de fontes renováveis até 2030, o fornecimento de matérias-primas ecológicas e a eliminação gradual do carvão da cadeia de abastecimento até 2030, entre outros.

Coletivamente, os signatários representam uma proporção significativa da indústria da moda. Há atualmente 130 empresas e 41 organizações de apoio que assinaram a Carta da Moda, incluindo algumas das marcas conhecidas, como Burberry, H&M Group, VF Corporation, adidas, Kering, Chanel, Nike e PUMA, bem como fornecedores como Crystal Group, TAL Apparel e outros.

 

 *Com informações da ONU Brasil. Leia o original aqui