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Projeto do Oi Futuro é destaque na Game XP. Iniciativas vão da área de educação à mobilização por causas sociais

Todas as pesquisas convergem para o mesmo ponto: a presença feminina no mundo dos games e dos e-Sports é cada vez maior. Tanto na arquibancada torcendo pelos atletas e no consumo de produtos ligados a este universo, quanto no desenvolvimento de jogos. Levantamento da Interpret, gigante americana da área de pesquisas e insights em tecnologia e consumo, indica que 30,4% da audiência dos campeonatos de e-Sports são mulheres. Mais. Entre os consumidores de joguinhos no PC, console ou smartphone, elas representam a maioria esmagadora: 66%. Ao que parece, não se trata apenas de uma realidade americana. Por aqui, nada menos do que 58,8% dos “casual gamer” são do sexo feminino, segundo a pesquisa Game Brasil 2019.

Diversos fatores explicam este fenômeno. A começar pela disseminação e o barateamento das ferramentas tecnológicas e a utilização cada vez mais frequente da gamificação para engajamento de equipes no mundo empresarial e como prática pedagógica. É neste contexto que se destaca o trabalho desenvolvido pelo Oi Futuro, a partir do Núcleo Avançado em Educação (NAVE). O programa acontece nas cidades do Rio de Janeiro e de Recife, em parceria com as Secretarias de Educação Educação.

Na edição 2019 da Game XP, no Rio de Janeiro, os estudantes vinculados ao NAVE puderam exibir alguns de seus trabalhos nesta área. A diversão se fez presente, mas sem abrir mão do aspecto educacional, tendo como fio condutor o ativismo social. Quer ver um exemplo? Moradora do Rio de Janeiro, Ariel Bemvindo, descobriu o mundo dos games a partir da adolescência. A brincadeira está evoluindo para uma aptidão profissional e também como um veículo para a defesa de causas.

Começando pelo empoderamento feminino. É que a jovem é uma das cofundadoras da League of Ladies, nascido dentro do NAVE Rio e cujo objetivo é incentivar a participação de mais mulheres no mundo dos e-Sports. É neste campo que ela faz planos para sua vida, a partir de dezembro, quando conclui o terceiro ano do ensino médio no Colégio José Leite Lopes, no bairro da Tijuca. “Pretendo continuar estudando e trabalhando nesta área, como forma de desenvolver jogos e aplicativos capazes de promover mudanças nas áreas educacional e social”, destaca.

Outro que está 100% envolvido no mundo dos games é Pedro Taka. Ao contrário da colega Ariel, que entrou neste universo aos poucos, Pedro diz que sempre foi fissurado em games . “Os jogos de computador são minha diversão favorita desde sempre”, conta. “Agora, a partir dessa experiência pretendo unir o lazer com a atividade profissional.”

Ariel e Pedro, mostraram suas criações na última edição da Game XP

A participação dos integrantes do NAVE na Game XP, pelo terceiro ano consecutivo, tem funcionado como uma importante vitrine para os jovens. Lá, é possível testar a aderência dos jogos, sua usabilidade e também colher depoimentos que ajudam no aperfeiçoamento.

Ariel apresentou o Space Kittens, um jogo de aventura cuja missão é resgatar o capitão da gangue Bola de Pelos, sequestrado por espaçonaves inimigas. A ideia é ampliar a consciência sobre os direitos dos animais de uma forma lúdica. Por sua vez, Pedro colocou à prova o Aimless, focado em planejamento e estratégia para atravessar labirintos e sobreviver a desafios. “Na sua maioria, as críticas foram importantes. Inclusive as negativas, pois elas ajudam no desenvolvimento do jogo”, diz ele.

A diretora do NAVE Rio, Maria Helena Roso, destaca que o objetivo das dinâmicas não é o desenvolvimento de profissionais da área de games. A ideia é utilizar a tecnologia como um facilitador do processo mais amplo de aprendizagem, envolvendo consciência crítica e postura cidadã. “As disciplinam procuram trazer o mundo de fora da escola para dentro da sala de aula. É neste contexto que debatemos temas como diversidade e participação social” diz. Segundo a educadora, boa parte dos jovens já chega ao NAVE com bastante repertório. “Mas é inegável que o ambiente incentiva seu desenvolvimento”.

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