A responsabilidade social está na moda

A responsabilidade social está na moda

Por Rosenildo Ferreira, especial para Coalizão Verde (1 Papo Reto e Neo Mondo) 

 

A rua Oscar Freire, o Shopping Pateo Higienópolis e o Shopping Morumbi são alguns dos endereços mais disputados por quem atua no ramo da moda. Afinal, é nas vitrines de grifes globais e marcas descoladas que os consumidores podem conferir as novidades. E é também neste espaço privilegiado que costureiras e bordadeiras da periferia de São Paulo expõem algumas de suas peças, graças à parceria da grife IDA com o Instituto Ecotece. No ano passado, essa dobradinha beneficiou nove coletivos onde atuam 65 empreendedoras, responsáveis pela produção de 2.122 peças de roupas e acessórios, que renderam R$ 45 mil em encomendas. 

Parece pouco, mas um segmento no qual são recorrentes as denúncias de exploração de trabalho análogo à escravidão, envolvendo as gigantes do setor, a ação da IDA surge como um sopro de esperança. “Sabemos de nossas limitações. Por isso, não nos colocamos como uma marca sustentável, mas sim como uma empresa em busca de soluções e que promove o respeito ao meio ambiente e às pessoas”, diz Marília Idesti, gerente de marketing da IDA.

Marilia Idesti gerente marketing IDA foto Luca OlivaMarília Idesti, gerente de marketing IDA. Foto: Luca Oliva (divulgação)Criada em outubro de 2019 pelo empreendedor Bento Guida e sua mãe Traudi, controladores do Grupo WBG Retail, a IDA vem se notabilizando pelo modelo de negócio inovador. Desde o planejamento e execução das coleções até as campanhas de marketing, todo o processo é esquadrinhado em função de preceitos da sustentabilidade ambiental e social. O resultado são linhas de produtos com maior diversidade de tamanhos, produzidas com fibras naturais ou de embalagens pós-consumo, além da valorização do uso racional, a partir de peças atemporais.

“Nossas consumidoras são questionadoras e estão sempre nos desafiando a ir além”, destaca Gabriela Machado, estilista da IDA. Segundo ela, alguns exemplos dessa postura são os pedidos para a criação de peças com tamanhos inclusivos e o questionamento do porquê usar três etiquetas de papel em uma única roupa. Parece uma preocupação menor diante da imensidade da agenda ambiental. Contudo, se levarmos em conta que são produzidas cerca de nove bilhões de peças de vestuário por ano, no Brasil, dá para imaginar o peso ambiental de etiquetas triplas.

Apesar de a grife ser a caçula dos negócios da família Guida – eles também são proprietários da SOUQ, marca de lifestyle com itens de decoração, moda e acessórios –, a IDA se tornou a menina dos olhos do Grupo. Tanto isso é verdade que eles decidiram expandir a marca para além das fronteiras das fronteiras da cidade de São Paulo, com a inauguração de uma filial em Recife, entre julho e agosto. “Vamos usar o antigo ponto comercial ocupado pela Souq para testar o conceito IDA naquela cidade”, explica Marília.

 

SAIBA MAIS

Sobre as práticas sustentáveis da IDA

Sobre o Instituto Ecotece

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Author: Coalizão Verde
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